Pé Diabético

Pessoas com diabetes podem desenvolver alterações nos pés devido à má circulação e perda de sensibilidade. Identificar sinais precoces evita infecções e amputações.

O pé diabético é uma das complicações mais importantes do diabetes e envolve um conjunto de alterações que afetam a circulação, a sensibilidade e a integridade da pele nos pés. A combinação de má circulação arterial, perda da sensibilidade devido à neuropatia e pequenas lesões que passam despercebidas pode levar ao surgimento de feridas de difícil cicatrização. Além disso, infecções podem se instalar rapidamente, aumentando o risco de complicações graves quando não há acompanhamento adequado.

A neuropatia — perda de sensibilidade nos pés — faz com que pequenas pedras, cortes, bolhas ou queimaduras não sejam percebidas. Ao mesmo tempo, a circulação comprometida dificulta a chegada de sangue suficiente para manter os tecidos saudáveis. Como resultado, feridas simples podem evoluir para úlceras profundas e infectadas. Entre os primeiros sinais de alerta estão formigamentos, sensação de queimação, áreas endurecidas, mudança na cor da pele, calosidade intensa e dificuldade de cicatrização.

O diagnóstico inclui avaliação clínica cuidadosa, análise do fluxo sanguíneo com ultrassom Doppler arterial, testes de sensibilidade e inspeção detalhada dos pés. O tratamento depende do grau de comprometimento e pode envolver controle glicêmico rigoroso, cuidados locais com curativos apropriados, correção de calosidades, antibióticos quando há infecção e, nos casos de circulação reduzida, procedimentos para revascularização.

A atuação da CSV é baseada em protocolos atualizados, visando a prevenção e o manejo precoce das lesões. O cuidado multidisciplinar é essencial, envolvendo avaliação vascular, orientações de enfermagem, acompanhamento clínico e intervenções para melhorar a circulação quando necessário. Procurar atendimento ao notar feridas que não cicatrizam, áreas dolorosas, mudança na cor dos pés, cheiro forte ou secreção é fundamental para evitar complicações mais sérias.

Perguntas Frequentes

Todo diabético terá pé diabético?
Não. O risco aumenta quando o diabetes não está controlado ou quando os cuidados com os pés são negligenciados.

Devo usar qualquer tipo de calçado?
Não. Calçados adequados, fechados e confortáveis reduzem o risco de lesões.

Feridas no pé diabético cicatrizam rápido?
Geralmente não. A cicatrização costuma ser lenta e exige acompanhamento especializado.

Referências

  • Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD)
  • Ministério da Saúde – Atenção à Pessoa com Diabetes
  • Society for Vascular Surgery (SVS)
  • American Diabetes Association (ADA)
Foto de Dr. Marivan Araújo

Dr. Marivan Araújo

Cirurgião Vascular em Salvador, dedicado ao diagnóstico preciso, prevenção e tratamento das doenças vasculares, com clareza, responsabilidade e cuidado humanizado.

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Não. O especialista avalia cada caso com base em evidências e diretrizes médicas atuais. A grande maioria das situações é tratada com orientações, acompanhamento e procedimentos não invasivos. A consulta não é um caminho obrigatório para cirurgia, mas sim para diagnóstico preciso e segurança.

Na CSV, cada paciente é atendido de forma clara, objetiva e responsável. Os profissionais explicam o que você tem, por que acontece, quais são as opções e o que esperar do tratamento. Você sai da consulta entendendo seu quadro – sem dúvidas e sem pressa.

Sintomas como peso nas pernas, inchaço, dor, dormência ou mudanças na pele não são exagero e merecem avaliação. Pequenos sinais podem indicar alterações vasculares que, identificadas cedo, são mais fáceis de cuidar. Investigar é sempre mais seguro do que esperar.

Toda conduta é baseada em critérios técnicos. O foco é propor apenas o que realmente tem utilidade clínica para o seu caso. Exames são solicitados quando trazem clareza e evitam erros. Transparência faz parte da relação entre médico e paciente.

O consultório é um ambiente profissional, preparado para acolher todas as condições – desde varizes discretas até problemas mais complexos. Os especialistas estão habituados a ver todos os tipos de casos. Aqui, o foco é avaliar sua saúde, sem julgamentos.

Você não precisa saber tudo antes de chegar. A consulta é exatamente o primeiro passo: entender o que está acontecendo, descobrir o que é prioridade e saber qual caminho seguir. A equipe orienta cada etapa de maneira simples e direta.

Sim. A CSV reúne especialistas experientes, atualizados e com atuação integrada. Isso significa mais precisão no diagnóstico, mais clareza nas orientações e um plano de cuidado alinhado com as necessidades reais de cada paciente.